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Há muito que não se falava de "política de circo" ou de "circo político". Já em Maio, o PS chumbou os projectos do BE, PEV e PCP para proibir o uso de animais em espectáculos circenses. Foi pena, porque se a lei tivesse passado, hoje poupar-se-ia a estes aborrecimentos, e, sobretudo, evitado este jogo de incontinência verbal do Mário Crespo. De novo, a 18.Nov, o PS afirmou que se recusava a contribuir para que a AR fosse "num circo de demagogia". De nada valeu ao PS defender a AR. O circo foi ao Parlamento. E hoje vê-se confrontado com aspirantes a "palhaços". Em vez de serem só alguns políticos a comportar-se como palhaços, ainda temos, de quando em vez, suportar outras classes profissionais a juntarem-se-lhes. Por mim, o problema é mesmo do CDS-PP, que além de uma deputada que ofende, em plena comissão, no decurso de uma sessão de trabalho parlamentar, um seu colega, com um desses cumprimentos, conta, agora, com o activismo de um jornalista, seu confesso simpatizante, para esta sua incursão pelo "escárnio e mal-dizer". Lembrando uma canção de Abril, acho que o Paulo Portas adoptou para seu hino o refrão: "Avante, camarada, avante, junta a tua à nossa voz". Ou o tempo que vai demorar mais algum adepto do PP a fazer figura de palhaço.