sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Portfolio de Catherine Deneuve,


Imagens de um belo portfolio de Catherine Deneuve, assinado por Dominique Isserman e publicado na edição de Maio da revista L'Officiel.

Ó Silly-Season! Falta de sol, abundância de Festa! Um País ao relento!


Silly season? Onde? Já nos damos ao luxo de sem aguardar a época da loucura sazonal termos silly's season's esfriadas e cinzentas! Isto é que é uma riqueza! 
- Como qualificar a actuação de Carlos Costa, dito governador do BdP, no caso BES? É de loucos!
- Como interpretar a pressão de Cavaco, camuflada com interesses nacionais, europeus e outros (ao que dele conhecemos, provavelmente, também os seus!) ao Tribunal Constitucional? É de loucos!
- Como compreender que um grupo de pequenos accionistas descobriu que foi enganado pelo BdP, que "omitiu" (encobriu, acobertou?) a verdade sobre a situação do BES, quando houve aumento de capital? É de loucos!
- Como é que ninguém percebeu que já se deu a reforma do Estado, com a realização de um conselho de ministros clandestino? É de loucos!
- Como é que se espera que Passos se tenha tentado demarcado da decisão do governo sobre o caso BES? É de loucos!
- Como é que se converte Marques Mendes em mensageiro ministerial (quanto receberá a criatura por esta tarefa adicional?), todos os santos sábados à noite na SIC? É de loucos!
- Como é que se mente descaradamente aos contribuintes convencendo-os de que não vai sair do seu bolso o sacrosanto empréstimo da continha do Espírito Santo? É de loucos!
- Como é que se pretende que ninguém se aperceba de que, para além de uma nacionalização do BES, foram ainda expropriados os accionistas? É de loucos!
- Como é que alguém se espanta com a gestão ruinosa resultante do conhecido toque de midas de Santana Lopes à frente da Santa Casa da Misericórdia? É de loucos!
- Como é que se pretenderia que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não imitasse, como em todos os governos, usem que fraldas usem, não se tivesse convertido numa coutada dos partidos do governo? É de loucos!
Este ano vai longe o sol que amuou com a negritude da alma portuguesa! Mas, em compensação, a silly season política-económica está como nunca esteve! A nossa vida não está muito, mas mesmo muito, melhor? Claro que está. Mesmo sem sol, arde-nos o bolso. É milagre de muito andor, mas particularmente, do Espírito Santo (passe a blasfémia que já rezei umas avé-marias em conformidade!)! AM

Aposto em falhas de memória fraudulentas! Ou em fraudes consentidas! Ou em inverdades silenciadas!


Definitivamente, há dias em que já não suporto mais tanta aldrabice camuflada em falhas de memória. Carlos Costa, em resposta a João Galamba, garante (a partir dos 9 minutos e 16 segundos) que, na comunicação de domingo, não se referiu a "fraude". 
A confirmar que Banco de Portugal conhecia, desde setembro de 2013, a situação fraudulenta/operações de financiamento fraudulento [leia-se descapitalização do banco], confrontei o agora dito pelo dito e provado pelas gravações automáticas da tvi24. O que Carlos Costa disse exactamente foi isto:«por último, gostaria de deixar uma nota que me parece importante, eu diria mesmo muito importante, para perceber os desenvolvimentos do BES ao longo do ultimo ano. o GES, através de entidades não financeiras e não sujeitas à supervisao do Banco de Portugal e situadas em muitos casos em jurisdições que são de difícil acesso, desenvolveu um esquema de financiamento FRAUDULENTO entre empresas do grupo. a experiência internacional evidencia que esquemas deste tipo são muito difíceis de detectar antes de entrarem em ruptura, em especial quando a actividade é desenvolvida em várias jurisdições. repito: este tipo de esquemas normalmente só é identificado quando entra em ruptura. o BdP conseguiu identificar uma ponta do problema porque desenvolveu uma acção de inspecção que foi para lá do perimetro de supervisão, uma auditoria às empresas não financeiras que constituem os principais clientes do banco. (...) quando esta ponta do problema foi identificada em setembro de 2013, o BdP desenvolveu uma política de isolamento dos riscos do BES em relação às restantes empresas do grupo. esta politica foi progressivamente reforçada ao longo do último ano e foi no quadro do aperto do cerco que o BdP estabeleceu que as empresas do GES começaram a entrar em incumprimento.’»
Está, pois, claro que Carlos Costa, desde setembro de 2013, pelo menos suspeitava de fraude relacionada com o BES [financiamento fraudulento das empresas do grupo através do banco], única razão que justifica a "sua" acção (do BdP) isolando o banco que levou as empresas a soçobrar. Se isto não subsume uma fraude, deve andar por muito perto, ou será apenas uma inverdade ou uma inexactidão, ao estilo ministerial. Há todo um novo vocabulário a reaprender com esta gente. Camuflada a verdade pelos midia por razões que se compreendem, que haja um cidadão ou outro que escarafunche a verdade e a exponha. Fraude, sim, houve fraude. Pode ter começado pela "tentativa"! Mas a pergunta a colocar face à rápida solução a dar ao caso (os accionistas do BES foram expropriados, decorre da lei, sim, decorre até da lei europeia, mas não deixaram de ser expropriados!) só pode ser esta: foi fraude consentida? E aí restam as questões que ninguém coloca: como, quando, quem e porquê? AM

O Povo condenado aos trabalhos de Sísifo!


«.... Como Sísifo, estamos eternamente condenados a empurrar montanha acima um fardo insuportavelmente pesado para, chegados a cume, resvalarmos de volta ao ponto de partida e recomeçarmos o mesmo percurso. Em cada ciclo particular de esforço, não faltará quem nos assegure que estamos quase a chegar ao final das nossas penas. Porém, uma e outra vez, acabaremos por reconhecer a inutilidade dos sacrifícios. Do modo como as coisas se apresentam, não parece haver lugar para nós dentro do euro.» . Lisboa, 1 de Maio de 2013, OS TRABALHOS DE SÍSIFO, João Pinto e Castro, Economista. Professor Convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

domingo, 3 de agosto de 2014

Caros accionistas/capitalistas fala do Director-Geral: visão do José Miguel Silva

«FALA O DIRECTOR-GERAL
 Caros accionistas, a eleição dos nossos candidatos veio demonstrar, uma vez mais, que a democracia funciona e nada temos a temer. Agora é atacar as derradeiras guarnições de mais-valia (como fundos de pensões e monopólios naturais), que a janela desta crise é preciosa, mas não dura, se até o CEO tem limites e o petróleo nos começa a falhar.
 A classe média continua a pernear no tapete rolante da dívida, mas os média têm feito uma excelente cobertura e ninguém desconfia de nada – é dar-lhe toda a corda de esperança que reclama, para que no momento certo o alçapão se abra sem alarde e suavemente nos livremos desta roda de bocas inúteis, que já só atrasa o andamento da economia.
 Resta o problema dos relapsos e dos enraivecidos, que vociferam pelas ruas “não pagamos” e motim.
 Mas são, convenhamos, conduzidos por gatinhos escaldados, sem crédito nem guizos nem projecto coerente. Nada que seduza o coração dos isolados,  como o provam as sondagens e o misto de admiração e inveja que continuamos a despertar nas cobaias.
 Mas nem tudo são rosas, cavalheiros, pois se o clima emocional da populaça é tele-regulável, o mesmo não se pode dizer da frente ecológica, onde poderosas forças de bloqueio se concentram como gases deletérios, esgotamentos, externalidades que ameaçam gravemente o nosso modo de vida. Em poucas palavras: não cabe mais ninguém na ratoeira do progresso industrial.
 Sete mil milhões de bocas engodadas pelo isco do consumo rivalizam por recursos limitados, que pertencem por direito natural aos nossos netos.
 Começou a grande dança de cadeiras, e nunca como hoje a presciência valeu tanto no mercado evolutivo. Felizmente, somos nós quem determina quando a música termina e a corrida começa.
 Temos na mão o queijo, a faca e o conto de fadas da modernidade, temos por nós a confusão do inimigo, o fantasma da desordem, a esperança e o vazio dos desesperados, além da nova lei de segurança interna. Assim, e embora seja cedo para celebrar (pois a história, mesmo de trela ao pescoço, não deixa de ser um animal imprevisível), hão de concordar, cavalheiros, que as coisas estão bem encarreiradas. Todavia, não podemos vacilar.
 O capital unido jamais será vencido! Há que pôr a compaixão na gaveta e no terreno uma vontade de ferro, pois avizinha-se a batalha decisiva desta guerra de classes. E, passada a turbulência, cá estaremos, accionistas do futuro, para herdar a Terra.» José Miguel Silva, Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa, Janeiro 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Seguro - O Anjo da Morte!

Ana Drago afirma claramente o que todos sabemos. "Nestes três anos, o PS foi titubeante e fraco." E questiona as políticas do PS. Para além de admitir ter “alguma dificuldade em perceber o que vai ser” o partido rosa.
A afirmação patética de Seguro de que, voluntariamente, se teria anulado em abono de uma falsa podridão que acompanha toda a sua liderança frouxa no PS, é bem demonstrativa da sua incapacidade para gerar outra coisa que não se limite a jogos de bastidores e intrigas de faca e alguidar. Foi assim que chegou ao poder e é assim que insiste em lá se aguentar. Rodeado de um conjunto de inaptos estrategicamente colocados para acenarem as cabeças na hora e no sentido certos, Seguro espelha aquela esquerda arrogante, debilitada, desgarrada da realidade, feita de acomodados e avençados.dependentes. Não há no grupo segurista quem lhe reveja qualquer qualidade de liderança. Seguro é o "coitado", o "coitadinho", burro que carrega trouxa pesada demais feita das pedras que ele próprio escolheu e que, fora da faca, do alguidar e da alcova, não tem nada para dar ao partido nem ao País. Tudo o que havia de mau no Rato, como há nos demais antros de poder, Seguro aproveitou, maximizou, deu carta branca. As sanguessugas que lhe cobriam a pele e chuparam o sangue são já, na sua grande maioria, os mais fieis e visiveis apoiantes de Costa. O Titanic do Rato afunda mas afunda com (a falta de) norte que foi a opção do comandante incapaz que, dado como temporário, dado como o homem do "desenrasca" até Costa se decidir, fez mais estragos no partido do que todos os lideres juntos desde a sua criação. Ao invés de ser o Criador, ele anunciou-se como o anjo da morte, segregando, ostracizando, semeando ódios, recolhendo troféus [e são tantas as cabeças de socialistas de alma que lhe enfeitam o mandato!], cabia-lhe, profetizaram muitos, o papel de lebre a "segurar" as pontas até Costa se decidir. Mas os custos internos foram elevados demais. Seguro tem o toque de midas ao contrário, transformando almas patéticas em bestas e ideias absurdas em bostas. Se era esse o papel que lhe estava pré-destinado? Admite-se que sim. Seguro espelha tudo o que de pior o PS tem e o resultado só podia ser este: um partido que se quer ver livre da lebre que lhe deu tanto jeito para encenar três anos de inércia. Seguro reza o credo e muito terá de pedir perdão, pelas acções e pelas omissões. Mas para que o Titanic do Rato não afunde ainda mais resta-lhe sair airosamente: desarmado, desestruturado, desolado. O PS demorará a curar-se das feridas. Seguro colocou socialistas contra socialistas. Dividiu o partido. Cindiu caciques. Se serviu para alguma coisa? Para "aguentar" o barco quando havia que queimar alguém até o timoneiro esperado se assumir! Resta-lhe sair. Não tem já condições para sair em ombros! Uma larga maioria do partido só quer vê-lo pelas costas. Seguro é a prova viva de um partido que não cumpriu o seu papel de oposição. Fez oposição, sim. Dentro do partido. Que saia. E estou convencida que ou a matilha lhe dá cobertura para se atrever pelo portão da frente ou sairá desajeitado, com aquele ar desajeitado (que ou uma boa medicação disfarçou na aparição deste último fim de semana ou a tal dupla personalidade revelou a tempo) ou lhe resta a porta dos fundos. Inevitável é que saia. A sua presença nos corredores é tão triste quanto isto! Seguro é, hoje, um sem abrigo, no Rato, capeado por uma corja de aburguesados a quem distribuiu burgos mais ou menos recompensadores e que, até ao último tilintar de moedas, se manterá ao seu lado. Redistribuidos os burgos, nada mais resta que um período de três anos na história de um partido que se orgulhava de ser a rosa e que hoje, a ser ainda algo comparativamente floral, não é mais nada que um cacto. Acreditando que há cactos que dão flor. Mas serão já outras rosas. É hora da poda. Que só assim novas rosas salvarão o morto roseiral. O que sucede ao anjo da morte? Como se acomodará o seu exército e se realojará no novo mapa de Costa? Distribuem-se-lhe cargos e favores? Compra-se a sua reunificação? E os socialistas de alma e coração que foram expulsos por ousarem a lucidez e contrariar os impulsos suicidas de Seguro? Continuam à margem de um partido que sempre tiveram como o seu? Quantos partidos socialistas restam neste PS desmembrado? Muitos? Nenhum? Todo o caminho da esquerda alternativa passa pelo futuro PS que venha a sair destas lutas intestinais. O PS não tem condições para ser, no momento, uma alternativa credível à governação, mas continua a exigir-se-lhe que seja o que não foi até agora: uma útil, séria, competente oposição. Somos todos observadores. AM

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Muito há a dizer sobre a alternativa "agenda europeia" de Seguro: é cor-de-rosa!




Seguro, o alegado lider da oposição, esteve ontem em São Bento a conversar com o alegado primeiro-ministro da Nação, sobre a escolha do português a indigitar para a Comissão Europeia. Foi 1,5 h bem passada. Os scones não estavam no ponto. O café parecia ter surgido dos restos de uma maquineta de cabaret. Mas foi ao Palácio e isso é sempre uma forma interessante de alguém completamente desinteressante começar o dia. Seguro alimenta o desejo de pisar aquelas carpetes já numa outra posição, que, seja ela qual for, jamais será vertical. Não é homem de costas direitas, muitos anos a lamber botas deixam marcas irreversíveis e hoje Seguro tem uma coluna entre a de uma alforreca e a de um caracol. Mas voltando ... à saída da reunião, o alegado secretário-geral do PS dispôs-se a responder às perguntas dos jornalistas. Entre um e outro scone, garantiu que, na linha da sua verticalidade já definida, afirmou que não se discutiram nomes, nem perfis, apenas a definição das «pastas importantes», pelas quais o Governo deveria lutar. Adiantou ainda que foi analisada a «agenda europeia», sem especificar o seu conteúdo. 

Foi um dia em cheio, depois de são bento, seguiu-se a sua aparição diária na televisão, mas sem pastorinhos - esses degladiam-se com os lugarzitos que vão vagando no Parlamento e lá vão rezando para que morra um deputado de vez em quando para a voltinha rotativa da listinha de deputados que ficaram de fora do poleiro se dar, como prometido por Seguro. Caramba, a Isabel Moreira, tinha-se esperança que "aguentasse" uns mesitos mas a pequena tem calibre e não dobra nem cai!. 

Seguro, enfim, para além do café queimado e dos scones mal cozidos, tinha-se prestado a ir a são bento, para se ir acostumando aos ares (nos delírios dele, aquilo é muito medicamento à borla lá em casa!), supostamente teria de ter falado da «agenda europeia». Que ele crê ter sido um livrinho cor-de-rosa que a sua margarida comprou numa viagem a uma terriola lá para os lados dos nuestros hermanos. Miss Swaps rejeitara, na véspera, ao lado dos países do Norte da Europa, a flexibilização das regras do euro. Tinha aqui José Seguro uma oportunidade única para mostrar as ideias que, por certo, serão brilhantes, mas de que ainda não viu amostra do seu tão querido Laboratório de Ideias. Por exemplo, que alianças procuraria fazer na Europa para travar o empobrecimento dos países periféricos? 

Mas Seguro, o bonequinho sempre em pé do PS, preferiu brincar às escondidas -- que é algo que se faz muito pelo Rato! - sem nada dizer sobre nomes, perfis e pastas! Quanto à posição do Governo (assumida pela da Miss Swaps), e que outros paises já classificaram de anti-patrótica, nem uma palavra. Ouve-se sempre de Seguro aquele silêncio ensurdecedor que fere de morte o velho PS reivindicativo! Em que consiste a «agenda europeia» de Seguro? Então não é aquele livrinho cor-de-rosa que margarida, sua empenhada e esforçada esposa, usa para registar um a um os contactos do seu Cordeiro? O tal de Cascais, imposto ao aparelho, por razões que todos entendemos, e muito bem! Agenda cor-de-rosa?! Será o livro de receitas estrategicamente colocado ao lado do fogão pela sua margarida? É muita informação, p****, e o rapaz nunca foi de grande inteligência. Aquilo que fez toda a sua vida foi, como a alforreca e o caracol, moldar-se às "paredes" de encosto! Valeu pelo cafezinho e pelos scones, se bem que não chegam aos calcanhares dos da sua margarida! Está tudo nas receitas da agendinha! Afinal, scone é receita europeia! AM