Segundo Bacon, Enxofre e Mercúrio são as primeiras e primordiais Naturezas da matéria. A terceira parte é o Sal, que deriva ou é formado das outras duas. Observa-se a simbologia do Triângulo nesse pensamento que não é original em Bacon. Todos os Alquimistas de todas as épocas referem-se à tríade Enxofre, Mercúrio e Sal como partícipes fundamentais da Obra. A própria Grande Obra (Operativa), em última instância, pretende provocar a interacção do Enxofre (fogo) com o Mercúrio (água), e a Transmutação Alquímica, a juízo dos Iniciados (Alquimistas), baseia-se nesta premissa. A contraparte da Alquimia Operativa é Alquimia Interior (Transcendental), que visa a purgação interna e simbólica dos metais inferiores, transmutando-os em puro ouro. Nesse processo Morre o homem e Nasce o Homem. Ao Iniciado interessa, exclusivamente, a realização da Alquimia Transcendental.
sábado, 21 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
DAT ROSA MEL APIBUS - ou como a abelha e a colmeia laboram - uma perspectiva mística breve
“DAT ROSA MEL APIBUS” (A ROSA dá o Mel às Abelhas) proclama a divisa da Irmandade Rosa-Cruz. Uma rosa com sete pétalas, simbolizando, para além da sacralidade do número sete, as doutrinas secretas e teosóficas de HP Blavatsky. A Rosa domina a cruz de espinhos, em alegoria clara ao signo de Vénus, revelando o triunfo do círculo solar sobre a cruz da matéria. O lema que espelha a forma como nos compete oferecer o conhecimento espiritual e o consolo às almas, dos quais as abelhas são um símbolo venerável.
"A cruz está ferida profusamente rodeada e rosas Quem colocou rosas na cruz? ... E a partir do meio brota uma vida santa dos raios tríplices de um único ponto." - Goethe, Die Geheimnisse (1784-1786)
Eis como, na alquimia, a rosa branca e vermelho são símbolos que ilustram o lunar e o solar, a partir do qual jorra o "precioso sangue cor de rosa" dos fluxos de Cristo-Lapis. E o Shehina, o brilho da sabedoria celestial na terra, retratado na imagem da rosa, e "a recolha de mel" representam a herança dos conhecimentos teosóficos. Eis, igualmente, a evocação da parábola do Cântico dos Cânticos: "Eu sou a rosa de Sharon e o lírio do campo".
Só a Rosa já é, por si, um símbolo complexo e ambivalente: a perfeição celestial e a paixão terrena, o tempo do infinito e a eternidade, a vida e a morte, a fertilidade e a virgindade. Podemos ver nela o lótus do Oriente. No simbolismo do coração, a rosa, colocada no centro da cruz, é o ponto de unidade, pelo que, a rosa branca e a rosa vermelha representam a união do fogo e da água, dos opostos, tal como é o quaternário dos elementos. Para os Rosacruzes, a Rosa-cruz é a Rosa Mística, sendo a rosa a luz divina do universo e a cruz uma alusão ao mundo temporal de dor e sacrifício. A rosa faz-se crescer na árvore da vida, em constante regeneração e ressurreição. Remetendo-nos para a lenda do Graal, as invocações feitas ao coração divino de Jesus, exaltado como "o templo em que habita a vida do mundo", também surgem representadas por uma rosa, ela mesma a fornalha do amor divino "sempre brilhando no fogo do Espírito Santo".
A pureza procurada no Graal são as virtudes da vida que procuramos alcançar, entre labirintos e a "Palavra Perdida".
Herberto Helder (Última Ciência, 1988) fala da sua arte de roseira: " Pratiquei a minha arte de roseira: a fria inclinação das rosas contra os dedos iluminava em baixo as palavras. Abri-as até dentro onde era negro o coração nas cápsulas. Das rosas fundas, da fundura nas palavras. Transfigurei-as. .... Uma frase, uma ferida, uma vida selada."
Ao comentar Provérbios 6:8 – Vá observar a abelha e aprenda como ela é “laboriosa”,” São Clemente de Alexandria acrescenta: “Pois a abelha se serve das flores de um prado inteiro, para com elas fabricar um só mel". "Imitai a prudência das abelhas“, recomenda Teolepto de Filadélfia, citando-as como exemplo na vida espiritual das comunidades monásticas. Um sacramentário gelasiano (do papa Gelásio I, 410-496) faz alusão às extraordinárias qualidades das abelhas que extraem o pólen das flores roçando-as apenas, sem lhes tirar o viço. Elas não dão à luz; mas graças ao trabalho dos seus “lábios” tornam-se mães; assim também o Cristo emana da boca do Pai e da Mãe Divinos. A ela se referem os autores da Idade Média, destacando Bernard de Clairvaux, em que a abelha simboliza o Espírito Santo. E assim chegamos a este símbolo maçónico antigo, raramente usado hoje, mas muito popular no século XIX, o da abelha e da colméia.
O labirinto da rosa é como a teia da aranha que pode fazer com que a abelha se enrede nos perigos, como nós nos podemos perder ante as dificuldades e os desnortes da vida. E porque procuram as abelhas o Centro? Pelo mesmo motivo que um religioso procura Deus, porque Ele é o Centro e a Circunferência, o Um e o Todo.
Aqui temos essencialmente o conceito de trabalho, em que a abelha simboliza a indústria e o trabalho, usando a colmeia, como uma estrutura construída (usando a Geometria Sagrada) com lógica e harmonia - um milagre de engenharia natural – da qual retira o bem mais precioso: o alimento espiritual do mel. Assim como a abelha é uma construtora, o maçom labora, por si, mas também contínua e organizadamente.
Este símbolo maçónico aparece em antigos estandartes e aventais, e no grau de Mestre Maçom dos rituais mais antigos da Nossa Ordem, desde, pelo menos, o início do século XVIII [o catecismo maçónico irlandês datado de 1724 refere-se-lhe: “Uma abelha tem sido, em todas as épocas e nações, o grande hieróglifo da Maçonaria, pois supera todas as outras criaturas vivas na capacidade de criação e de aumentar a sua habitação. Construir parece ser da própria essência ou natureza da abelha”. A renovação dos rituais, a partir de 1813, ignora este símbolo, remetendo-o para o uso em Lojas de Pesquisa, com exceção da Maçonaria Americana, que manteve a sua importância no Ritual. As revisões dos ritos, quando feitas por quem não assimilou todo o seu significante, resulta no "símbolo perdido". Mas a actualidade dos tempos apela, insistentemente, à nossa qualidade de Obreiros na construção de colmeias de que jorre o alimento espiritual de que carecemos. Num tempo em que valores e princípios foram relegados para o esquecimento, lembremo-nos que, também nós, no nosso seio, nos tornámos preguiçosos no labor, e perdemos essa capacidade e necessidade de nos organizarmos para ser produtores vivos da Palavra e da Acção. Talvez tenha sido o apagamento da figura da Abelha-Rainha e o afastamento das mulheres no labor conjunto da Ordem que conviu a quem reviu os ritos. Porém, hoje, a Colmeia só jorrará mel se o trabalho for uno e concertado. Pensemos nisto.
Dat Rosa Mel Apibus: "A rosa dá o mel das abelhas" depois de gravura de Johann Thedore Debry (m. 1598)
"A cruz está ferida profusamente rodeada e rosas Quem colocou rosas na cruz? ... E a partir do meio brota uma vida santa dos raios tríplices de um único ponto." - Goethe, Die Geheimnisse (1784-1786)
Eis como, na alquimia, a rosa branca e vermelho são símbolos que ilustram o lunar e o solar, a partir do qual jorra o "precioso sangue cor de rosa" dos fluxos de Cristo-Lapis. E o Shehina, o brilho da sabedoria celestial na terra, retratado na imagem da rosa, e "a recolha de mel" representam a herança dos conhecimentos teosóficos. Eis, igualmente, a evocação da parábola do Cântico dos Cânticos: "Eu sou a rosa de Sharon e o lírio do campo".
Só a Rosa já é, por si, um símbolo complexo e ambivalente: a perfeição celestial e a paixão terrena, o tempo do infinito e a eternidade, a vida e a morte, a fertilidade e a virgindade. Podemos ver nela o lótus do Oriente. No simbolismo do coração, a rosa, colocada no centro da cruz, é o ponto de unidade, pelo que, a rosa branca e a rosa vermelha representam a união do fogo e da água, dos opostos, tal como é o quaternário dos elementos. Para os Rosacruzes, a Rosa-cruz é a Rosa Mística, sendo a rosa a luz divina do universo e a cruz uma alusão ao mundo temporal de dor e sacrifício. A rosa faz-se crescer na árvore da vida, em constante regeneração e ressurreição. Remetendo-nos para a lenda do Graal, as invocações feitas ao coração divino de Jesus, exaltado como "o templo em que habita a vida do mundo", também surgem representadas por uma rosa, ela mesma a fornalha do amor divino "sempre brilhando no fogo do Espírito Santo".
A pureza procurada no Graal são as virtudes da vida que procuramos alcançar, entre labirintos e a "Palavra Perdida".
Herberto Helder (Última Ciência, 1988) fala da sua arte de roseira: " Pratiquei a minha arte de roseira: a fria inclinação das rosas contra os dedos iluminava em baixo as palavras. Abri-as até dentro onde era negro o coração nas cápsulas. Das rosas fundas, da fundura nas palavras. Transfigurei-as. .... Uma frase, uma ferida, uma vida selada."
Ao comentar Provérbios 6:8 – Vá observar a abelha e aprenda como ela é “laboriosa”,” São Clemente de Alexandria acrescenta: “Pois a abelha se serve das flores de um prado inteiro, para com elas fabricar um só mel". "Imitai a prudência das abelhas“, recomenda Teolepto de Filadélfia, citando-as como exemplo na vida espiritual das comunidades monásticas. Um sacramentário gelasiano (do papa Gelásio I, 410-496) faz alusão às extraordinárias qualidades das abelhas que extraem o pólen das flores roçando-as apenas, sem lhes tirar o viço. Elas não dão à luz; mas graças ao trabalho dos seus “lábios” tornam-se mães; assim também o Cristo emana da boca do Pai e da Mãe Divinos. A ela se referem os autores da Idade Média, destacando Bernard de Clairvaux, em que a abelha simboliza o Espírito Santo. E assim chegamos a este símbolo maçónico antigo, raramente usado hoje, mas muito popular no século XIX, o da abelha e da colméia.
O labirinto da rosa é como a teia da aranha que pode fazer com que a abelha se enrede nos perigos, como nós nos podemos perder ante as dificuldades e os desnortes da vida. E porque procuram as abelhas o Centro? Pelo mesmo motivo que um religioso procura Deus, porque Ele é o Centro e a Circunferência, o Um e o Todo.
Aqui temos essencialmente o conceito de trabalho, em que a abelha simboliza a indústria e o trabalho, usando a colmeia, como uma estrutura construída (usando a Geometria Sagrada) com lógica e harmonia - um milagre de engenharia natural – da qual retira o bem mais precioso: o alimento espiritual do mel. Assim como a abelha é uma construtora, o maçom labora, por si, mas também contínua e organizadamente.
Este símbolo maçónico aparece em antigos estandartes e aventais, e no grau de Mestre Maçom dos rituais mais antigos da Nossa Ordem, desde, pelo menos, o início do século XVIII [o catecismo maçónico irlandês datado de 1724 refere-se-lhe: “Uma abelha tem sido, em todas as épocas e nações, o grande hieróglifo da Maçonaria, pois supera todas as outras criaturas vivas na capacidade de criação e de aumentar a sua habitação. Construir parece ser da própria essência ou natureza da abelha”. A renovação dos rituais, a partir de 1813, ignora este símbolo, remetendo-o para o uso em Lojas de Pesquisa, com exceção da Maçonaria Americana, que manteve a sua importância no Ritual. As revisões dos ritos, quando feitas por quem não assimilou todo o seu significante, resulta no "símbolo perdido". Mas a actualidade dos tempos apela, insistentemente, à nossa qualidade de Obreiros na construção de colmeias de que jorre o alimento espiritual de que carecemos. Num tempo em que valores e princípios foram relegados para o esquecimento, lembremo-nos que, também nós, no nosso seio, nos tornámos preguiçosos no labor, e perdemos essa capacidade e necessidade de nos organizarmos para ser produtores vivos da Palavra e da Acção. Talvez tenha sido o apagamento da figura da Abelha-Rainha e o afastamento das mulheres no labor conjunto da Ordem que conviu a quem reviu os ritos. Porém, hoje, a Colmeia só jorrará mel se o trabalho for uno e concertado. Pensemos nisto.
Dat Rosa Mel Apibus: "A rosa dá o mel das abelhas" depois de gravura de Johann Thedore Debry (m. 1598)
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
"Já alguém se lembrou de perguntar aos mais de 900 mil desempregados no país do que lhes valeu a Constituição até hoje?" - Questões colocadas ao Pedro!
"Já alguém se lembrou de perguntar aos mais de 900 mil desempregados no país do que lhes valeu a Constituição até hoje?"
"Pedro, por falar nesta tua frase, gostava de te deixar algumas questões:
Alguém se lembrou de perguntar a opinião de milhões de portugueses acerca da formação de centenas de especialistas não existentes para aeródromos ausentes, por conta dos amigos?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de eleitores o que achavam da carta de demissão de Victor Gaspar?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de eleitores o que pensavam da demissão irrevogavelmente gelatinosa de Paulo Portas?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses o que consideravam da trapalhada pestilenta dos esquemas SWAP dos amigos do Governo e de alguns governantes envolvidos?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses o que fariam com Maria Luis Albuquerque depois desta mentir descaradamente?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se pretendiam pagar o resultado da imensa roubalheira do trupe laranja do BPN sem qualquer direito a uma transcrição amiga duma escuta ou relato de conversa suculenta entre politicos ainda no activo?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se pretendiam salvar o BANIF disfarçando o frete aos teus amigos para o povo não se assustar com um possível BPN "parte 2"?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses qual a sua opinião sobre a privatização da TAP, da RTP, da EDP, dos CTT ou das Águas de Portugal?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se queriam comprar tanques avariados ou submarinos com brinde e bónus?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de jovens ou seniores se queriam mesmo emigrar?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de jovens licenciados se se sentiam enganados pelo Estado que os estimulou a fazer formação e depois exterminou deliberadamente o mercado de trabalho que os deveria acolher?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de reformados que pagaram todas as obrigações fiscais durante a sua carreira contribuitiva se queriam ser "amputados" na prestação prometida pela Estado?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de pensionistas se ficavam ofendidos caso o Estado fosse mesmo uma "pessoa mentirosa" e "de má-fé"?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de cidadãos se ficavam chocados caso alterassem as regras para pedido de reforma antecipada e anunciassem isso depois de fecharem os balcões onde se poderiam dirigir para a solicitar?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de eleitores que votaram ao longo dos anos num tal de Partido Social Democrata se não achavam que essa designação era publicidade colossalmente enganosa?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de contribuintes se concordavam em tapar o colossal buraco das burlas e fraudes nas contas laranjas do Governo Regional da Madeira?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de contribuintes se queriam sofrer um dos maiores aumentos de carga fiscal do planeta?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de utilizadores do SNS se o queriam extinguir ou reduzir a um sistema de fraca qualidade e mais caro para o utilizador que os serviços privados geridos pelos amigos do teu Governo?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses qual a sua opinião sobre o retalhamento do território nacional a régua e esquadro de acordo com uma carta de interesses de amigos, mecenas ou patronos do teu Governo?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses o que pensavam da venda do BPN em condições absurdamente lesivas para o Estado, a preço de saldo?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de residentes em território nacional se os tribunais das suas regiões ou localidades podiam encerrar sem alternativa próxima?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se subscreviam ataques ou intimidações a juizes do Tribunal Constitucional?
Alguém se lembrou de perguntar a dezenas de milhares de professores e ao Mário Nogueira se concordam com o destino que lhes impuseste?
Alguém se lembrou de perguntar a milhões de portugueses se querem aguentar durante mais tempo a tua receita funesta de ruína para o presente e destruição para o futuro?!!?" (blog Câmara dos Comuns)
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
A inconstitucionalidade da "requalificação" - Ainda acreditamos?
O ACÓRDÃO N.º 474/2013 a pontuar mais uma declaração de inconstitucionalidade. O diploma que camuflava despedimentos sobre a dita "requalificação" que podiam finalizar na cessação de contratos, nomeadamente, "a racionalização das receitas do Estado, a necessidade de requalificação e, depois, o cumprimento da estratégia estabelecida" com a troika, configurando "causas novas para um processo de requalificação mas que em confronto com o anterior regime pode conduzir à cessação", o TC entendeu que a garantia da segurança no emprego e a manutenção do emprego é central: por maioria de seis votos em sete, com o conselheiro Cunha Barbosa a não votar favoravelmente a declaração de inconstitucionalidade. Quanto ao outro ponto, relativo ao princípio de protecção de confiança, o conselheiro Sousa Ribeiro afirmou que "quando em 2008 se estabeleceu o regime do contrato de trabalho, havia uma norma de salvaguarda quanto à cessação do contrato de trabalho. Entendeu-se que estava criada uma acção positiva do Estado num ambiente normativo em que as preocupações de racionalização de efectivos já se fazia sentir, o Estado entendeu dar essa garantia. Gerou-se uma confiança reforçada dos trabalhadores (...) e este interesse aqui não estava claramente defendido. Era desproporcionalmente afectada a confiança que legitimamente estes trabalhadores tinham". Aqui, não houve dúvidas, e a opção pelo chumbo foi unânime entre os juízes. Mais uma pedra no sapato nas políticas agressivas do Governo. Ainda acreditamos?
Satisfação pelos males dos funcionários públicos? Acordai!
A quem exulta de satisfação com o aumento do horário na função pública e com o corte nos subsídios, um recadinho: Porque é um facto que essas pessoas (e todos os outros trabalhadores do privado) já sofreram vários cortes no seu rendimento,fosse por via aumento de impostos e corte de subsídios fosse indirectamente por causa das consequências da crise - salários em atraso/salários cortados - lembro que, ainda não está em vigor a última alteração que reduziu a compensação por despedimento para 12 dias, e já se fala em pressões do FMI para cortes nos salários do privado, em cortes no salário mínimo e em cortes nos salários (abaixo do salário mínimo) dos jovens até 24 anos ou em alternativa nos três primeiros anos de contrato. Lembro que a redução de salários baseia-se num relatório com dados viciados, que omite os cortes dos últimos dois anos (27% dos trabalhadores no privado já sofreram cortes no seu vencimento). As pessoas que trabalham no privado e que exultam com os cortes brutais que caem sobre os funcionários públicos que aguardem a sua vez, que está para breve. Assim se fez na na Grécia. Aos cortes no rendimento dos trabalhadores da função pública seguir-se-ão os cortes no rendimento dos trabalhadores do privado. É assim que funciona a desvalorização salarial que o programa de ajustamento pressupõe. Todos sofrerão excepto os que estão no topo da pirâmide. Vítor Gaspar já dizia que os portugueses eram "o melhor povo do mundo". E era exatamente disto que ele falava! Lembrem-se das palavras de Martin Niemoller: " Primeiro vieram ...(até que) Já não restava ninguém para protestar."
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Discurso iniciático - Martinismo
"Mas compreende bem, meu Irmão, uma terceira e última vez to adjuro; compreende bem que o Altruísmo é o único caminho que conduz ao único fim, isto é, a reintegração dos sub-multiplos na Unidade divina; - a única doutrina que fornece o meio, que é a desobstrução dos entraves materiais, para a ascenção através das hierarquias superiores para o astro central da regeneração e da paz. Não esqueças que Adão Universal é um Todo homogéneo, um ser vivo do qual apenas somos os átomos orgânicos e as células constitutivas. Todos vivemos uns nos outros, uns para os outros e fôssemos igualmente salvos (para empregar a linguagem cristã) não cessaríamos de sofrer e de lutar, uma vez que não estivessem salvos, como nós, todos os nossos irmãos. O Egoísmo inteligente conclui pois como concluiu a ciência tradicional: a fraternidade não é pura ilusão, é uma realidade de facto. Quem trabalha para outrem, para si trabalha; quem mata ou fere o seu próximo, fere-se e mata-se; quem ultraja, insulta-se. Que não te aterrorizem estes termos místicos: a alta doutrina nada tem de arbitrário; somos os matemáticos da ontologia, os algebristas da metafísica. Lembra-te, filho da Terra, que a tua ambição suprema deve ser a de reconquistar o Eden Zodiacal, donde não deverias jamais descer e de reentrar enfim na Unidade inefável, fora da qual nada és e no seio da qual nada encontrarás, após trabalhos e tormentos, aquela paz celeste, aquele sono consciente que os Indus conhecem sob o nome de Nirvana: a beatitude Suprema da Omniscência, em Deus." (Discurso iniciático para uma recepção na Ordem Martinista (3º Grau), Maçonaria Iniciática, Code Maçonnique, João Antunes, Livraria Clássica Editora, Edição limitada 236/250)
Crianças da Síria - O Grito!
Crianças na Síria. Onde foi que ficou o coração do homem? "Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexactas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioactiva Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atómica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada." (Vinícius de Moraes)
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