



“Precisando um príncipe de saber usar bem o animal, deve tomar como exemplo a raposa e o leão; pois o leão não é capaz de se defender das armadilhas, assim como a raposa não se sabe defender dos lobos. Deve, portanto, ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para espantar os lobos.”, disse Nicolau Maquiavel. A frase aplica-se àquele fenómeno do súbito aparecimento de fortunas ‘ex nihilo’, sem mais nem porquê, por parte de “servidores do Estado” que, em puro espirito de missão, aceitam cargos públicos, muito mal pagos e que só lhe dão dores de cabeça e outras maleitas graves e sem remédio conhecido, amealham desalmadamente (do género, milhares e milhões de vezes multiplicadas pelo que ganham e declaram ao fisco). Claramente estava em causa a inversão do ónus da prova, ao arrepio da presunção constitucional de inocência e de dúvida em favor do arguido,. Não foi, pois, de espantar que o Tribunal Constitucional se pronunciasse pela inconstitucionalidade do diploma. Mas ninguém soube explicar isto ao “povo”! Mais uma vez, Governo (na sua afoita atitude do quero, posso e mando) e Oposição (na sua insipida atitude de “nem por isso”) limitaram-se a fazer alarido duma situação que dá demasiado nas vistas para ser aceite e silenciada.
Já desiludidos de qualquer sinal válido e credível de esperança para o País, fomos surpreendidos pela mensagem de que Portugal vale a pena para o investimento estrangeiro, a acreditar na mensagem do suplemento do Financial Times. Foi uma lufada de maresia. Foi um perfume primaveril.
O atual primeiro-ministro que bateu e jurou, a lembrar um namoro adolescente, que “jamais” eliminaria os subsídios de férias e de Natal, passou de bestial a besta, aqui lembrando uma daquelas desilusões ao fim de um prolongado período de encantamento (in casu, eleitoral). Foi uma tristeza e estou convicta de que muita gente se tornou descrente na política por causa deste arrazoado de truques e trejeitos linguísticos que recriaram o anedotário político nacional.
Fazendo as contas, um trabalhador que ganhe o salário médio (900 €), recebe líquido cerca de 711 €, descontando 11% para a Segurança Social e uma taxa aproximada de 10% de IRS. Dizem os trabalhadores que ganham pouco. É um facto. Os patrões queixam-se que, para garantirem esse salário, têm de dispor de mais do dobro (aos 900 €, a empresa acrescer mais 23,75% de taxa social única e 1% de seguro, no total de 1123 €). O que significa que o trabalhador não chega a receber metade do que a empresa efetivamente gasta com ele. É um facto! Vivam o desaceleramento e o empreendorismo no papel!
Pedro Nuno Santos, Isabel Moreira, Pedro Alves, Rui Duarte, Duarte Cordeiro e João Galamba podem vir a ser “convidados” a votar a favor do Tratado Orçamental, contrariando os que acreditavam que António José Seguro ia dar abébias à sua híper-cautelosa forma de se gerir, de gerir o PS e de gerir a bancada parlamentar. Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém e um líder que é líder tem de pensar no amanhã e nas enormes vantagens de ser “flexível”. O que me lembra uma frase da Agustina Bessa-Luís “ O País não precisa de quem diga o que está errado: precisa de quem saiba o que está certo.”

René Ricol invite les membres des obédiences à faire leur "coming out". Un avis partagé par Alain Bauer, Jean-Paul Delevoye et Jean-Michel Quillardet, qui témoignent.
"Le secret permet toutes les manipulations". René Ricol invite les membres des obédiences à faire leur "coming out". BERTRAND GUAY / AFP
- La France a deux voies possibles et complémentaires. La première s'appelle l'autorégulation. C'est une transparence à l'américaine : les maçons disent eux-mêmes qu'ils appartiennent à telle ou telle loge. L'autre voie, plus large, prendrait la forme d'une loi imposant à toute personne qui occupe une fonction publique de se déporter sur quelqu'un d'autre lorsqu'elle est en conflit d'intérêts ou lorsqu'une situation risque de limiter son indépendance, ou même l'apparence d'indépendance. Certains pays - l'Italie et le Royaume-Uni - se sont déjà occupés de ce problème. En Angleterre, il a été demandé aux magistrats et aux fonctionnaires de police de déclarer leur appartenance à la maçonnerie. En Italie, être magistrat et franc-maçon a été jugé incompatible. La Cour européenne des Droits de l'Homme a toutefois fixé des limites en remettant en question, en 2007, une loi adoptée par une région italienne qui imposait à chaque candidat à un poste public de déclarer son appartenance à la maçonnerie. Cela a été jugé discriminatoire. Il faut donc tenir compte de cette jurisprudence.
- C'est historique. Il est vrai qu'il y a eu des épisodes dans le passé où les francs-maçons ont été menacés. Avant la Seconde Guerre mondiale, il y avait des attaques violentes à leur encontre. Ils ont été poursuivis par le régime de Vichy. Cela légitime toujours aux yeux de certains le maintien de la confidentialité. Mais est-ce un bon argument ? Les temps ont changé. Je remarque enfin que ceux qui sont transparents sont gagnants. Prenons un exemple à gauche, Gérard Collomb [maire de Lyon, ndlr], ou un autre à droite, Xavier Bertrand [ministre du Travail, ndlr]. Le fait que l'on connaisse leur appartenance à la maçonnerie ne leur a pas nui. Au contraire.
- L'élément déclencheur pour moi a été un article du "Point" qui me prêtait un rôle qui n'était pas le mien dans l'affaire Veolia [tentative de renversement de l'actuel PDG, Antoine Frérot, pour le remplacer par Jean-Louis Borloo, ndlr] sous prétexte que j'étais franc-maçon, ce que je ne suis évidemment pas. Cela m'a profondément choqué. Tout d'abord, si j'étais franc-maçon, je le dirais. Ensuite, en raison du secret lié à l'appartenance maçonnique, des manipulations d'informations sont faciles, et ce genre d'affirmation peut jeter le doute sur les conditions dans lesquelles j'exerce aujourd'hui mes missions d'intérêt général, ou dans lesquelles j'exercerai à nouveau mon métier d'expert-comptable demain quand je serai de retour à mon cabinet.
Et, comme il faut toujours s'appliquer à soi-même les règles de transparence, aujourd'hui j'affiche plus ouvertement mon engagement chrétien.

Jesus Cristo foi crucificado no Calvário (em hebreu, Gólgota, "O Lugar da Caveira"). Muitos de nós procuram na intimidade simbólica e ritualista experimentar essa iniciação frente à caveira, morrendo para o mundo profano e abrindo dentro de nós as portas a esse extraordinário mundo novo. Esta morte, neste lugar concreto, retoma maior significado a acreditar na tradição hebraica (Orígenes, século III), que diz que Adão teria sido sepultado no Lugar da Caveira ou Gólgota, o mesmo local onde Jesus Cristo foi crucificado. Seguindo a profecia, se a humanidade morria com Adão, ela ressuscitaria com Cristo. A caveira de Adão teria sido lavada pelo sangue de Cristo para que todos os filhos de Adão fossem remidos pelo "segundo Adão". O grito proferido do alto da cruz: “Tetelestai" (“está consumado!”). Essa palavra dita nos últimos momentos em que Jesus ofereceu a Sua vida, depois de ter dito: “Pai, nas Tuas mãos entrego o meu Espírito”, são esclarecedoras quanto ao sentido que o Filho de Deus dava à sua entrega. (Tetelestai era o carimbo colocado sobre o documento de compra de um escravo depois de ser pago todo o preço. Tetelestai era esse registo legal. No primeiro século, pregava-se o documento de acusação de um preso na porta da sua cela. Os crimes de que era acusado e o castigo que lhe tinha sido imposto, estavam descritos nesse documento. Depois do preso ter cumprido a sentença, o documento era retirado da porta, e cancelado pela aposição da palavra tetelestai! O documento era-lhe então entregue, e ninguém podia voltar a acusá-lo dos mesmos crimes). Quando Jesus disse A palavra, queria dizer-nos que “a dívida está quitada”! Lembro que, naquele tempo, a palavra tetelestai era também utilizada nas campanhas militares vitoriosas. Quando um general regressava do campo de batalha, fazia marchar os seus prisioneiros de guerra pelas ruas de Roma e, ao proclamar a sua vitória, gritando: tetelestai… tetelestai. Com este grito de vitória, afirmava que o inimigo tinha sido vencido e que o seu poder havia sido quebrado: Missão terminada!) Foi esta A Sua última palavra antes de expirar na Cruz. Assim Jesus proclamou a Sua vitória sobre o inimigo: Tetelestai!! A obra da cruz foi, é e sempre será completa! Tudo que fazia parte do “tempo antigo” (período antes da Cruz) já passou – “As coisas velhas já passaram…” (2ª Coríntios 5:17). No Gólgota Jesus dividiu os tempos, pondo fim a uma era de maldições, de lei, dogmas, regras religiosas, legalismos farisaicos, acabando com as incertezas e com o medo. Ele abriu-nos as portas do Novo e Vivo Caminho que é a Nova Aliança e trouxe-nos de volta para o Reino. E assim como na visão de Ezequiel, onde um lugar de mortos se tornou um lugar cheio de vida (Ezequiel 37:1-10), o lugar da Caveira, onde Cristo foi morto, se tornou um lugar de renovação para toda a Criação. Paulo disse: “…tudo se fez novo.” (2ª Coríntios 5:17). Recriemo-nos! Reinventemo-nos! Ressuscitemos! Que O Novo Homem tome o lugar do Velho Homem que há em Nós. Vivamos a Páscoa nessa reflexão do que o Mundo exige de Nós. E morramos Nela para nascer de novo!

«Eu sou aquilo que falta ao mundo em que vivo, aquele que entre todos jamais encontrarei. Rodando sobre mim mesmo agora coincido com o que me foi tirado. Eu sou o meu eclipse a revelia, o desconsolo o objecto geométrico a que para sempre deverei renunciar.» - valerio magrelli